quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

2015

Mais um ano que se vai...
Esse foi um ano em que  vivi coisas incríveis da minha nova vida.
Esse ano eu fiquei de pé "pela primeira vez", aprendi a usar  muletas e a dar meus  primeiros passos com ela, eu fui a minha "primeira festa" com minha mãe e revivi a sensação boa de chegar tarde  da noite em casa, esse ano eu fui ao cinema "pela primeira vez", saí só com alguns dos meus amigos "pela primeira vez". Esse ano eu  sofri uma perda muito grande, que me deixou extremamente triste, perdi meus dois cachorros, uma faleceu e o outro tivemos que dar  por eu não poder me aproximar mais dele, ouvi Nino chamar meu nome pela primeira vez, fui organizadora de uma festinha de aniversário surpresa "pela primeira vez" onde  tive minha "primeira dança", esse ano eu "dancei" sozinha do meu jeito no meu quarto, conheci pessoas novas, pessoas que eu vou levar comigo pro  resto da vida, cantei, brinquei, me alegrei e fiquei triste, sorri e chorei, me decepcionei, me emocionei, lutei, aprendi, fui fraca e fui forte, fui grata, me iludi.
Esse ano eu vivi, vivi de um jeito intenso, esse ano eu fui feliz, sim, eu fui muito feliz, não 100%, mas eu fui.
Você pode até achar estranho, e se perguntar: Como alguém que passa por tantas coisas como eu, pode ser tão feliz?!
Pois é, eu fui, eu sou!
Sou tão grata por ter recebido a chance de viver  mais um ano, que eu não quero desperdiçar nada, eu quero viver e não importa de que maneira e nem onde eu esteja, eu vou viver a minha vida e os meus momentos, os felizes e os tristes, tudo o que eu puder sentir, eu vou sentir com intensidade.
Que 2015 me traga tantas coisas boas quanto 2014, que leve as tristezas e no lugar dela traga-me sorrisos. Que encha nossas casas e nossas vidas  de paz, saúde, harmonia, amor e que Deus esteja sempre em nossos corações.

FELIZ 2015!!!

sábado, 27 de dezembro de 2014

A HISTORIA DE IZADORA

Hoje eu vim aqui contar para vocês a historia de Izadora, ela  trabalha aqui no hospital que eu estou internada,  e foi onde nos conhecemos.
Em 2010 ela também foi vítima de um acidente de trânsito (e  por conhecidência  foi no mesmo lugar onde aconteceu o acidente comigo) ela estava com o  namorado que estava pilotando a moto, quando colidiram com um carro, o motorista não os deu  assistência. Eles é claro, tiveram várias fraturas, Izadora  teve fratura exposta  no fêmur direito, e o seu namorado fraturou  duas costelas, perdeu os ligamentos do ombro e o menisco do joelho. Ela foi operada em um hospital público aqui do Estado e foram  colocados  fixadores externos.
Izadora tinha feito um plano de saúde dias antes do acidente, e recorreu ao mesmo, que negou assistência alegando que ela poderia ficar com os fixadores externos  durante seis meses e que eles não fariam procedimento algum por ela ter sido operada em um outro hospital.  Ela teve que arcar com todos os gastos para colocar a placa de fixação interna e é claro, foi obrigada a processar o plano e a adquirir outro posteriormente. Já operada, ela se recuperou em casa com repouso absoluto. Com pouco mais de três meses de  recuperação Izadora infelizmente fraturou  novamente o fêmur dormindo e teve que passar por mais uma cirurgia, ficou mais um mês de repouso absoluto. Foram dez meses sem poder colocar o pé no chão e andando com auxílio de muletas, mas nada disso a impediu de seguir sua vida. Ela que na época do acidente já era formada, se empenhou  e passou em um concurso público e  hoje ela trabalha como farmacêutica, o rapaz que na época era namorado dela, hoje é esposo, ela anda normalmente apesar de  ainda sentir algumas dores,  e tem algumas limitações, é claro, mas eu posso sentir que ela é muito feliz. Conhecer Izadora me deixou muito mais confiante e muito mais forte também, saber que alguém superou tantas coisas e venceu e vive tão bem, me fez acreditar mais ainda que eu também vou sair dessa, toda vez que Izadora vem me ver e eu a vejo andar é como se eu estivesse me vendo, é como se cada passo que ela dá  me animasse mais. Ver Izadora bem me faz bem também, e então eu pensei que se a história de Izadora me trouxe tantos benefícios assim, por que não publicar  sua historia? Por que não  mostrar as outras pessoas que elas também são capazes? Por que não ser uma "Izadora"? Somos capazes de coisas grandes, basta apenas ACREDITAR.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

NATAL!!!


Eu esperei tanto por esse dia, seria um dia pra comemorar com a família, amigo secreto, comer muitas coisas gostosas, rir, cantar, ir à igreja, ver a decoração de natal na cidade, renovar os votos, pedir que os sonhos não realizados no ano anterior se realizem no ano que se aproxima. Infelizmente eu vou passar mais um natal em um hospital, mais um ano sem participar das festas em família, sem participar do amigo secreto do trabalho, sem comer aquelas comidas deliciosas que sempre tem no natal.
Este ano assim como no ano passado, eu vou fazer o meu cabelo como se fosse a algum lugar, vou vestir uma roupa que não seja do hospital, como se fosse ver alguém, vou abraçar muito  minha mãe, bem forte  e dizer que ela é a pessoa mais importante deste mundo e que eu sou muito grata por ter ela para passar o natal junto comigo e sacrificar o natal dela. Provavelmente, ela vai me dizer que não existiria natal sem mim e eu vou dizer que  a amo muito. Nesse natal eu não vou permitir tristezas, e não importa se eu não estou onde eu gostaria de estar, importa mesmo é que eu posso viver o natal da minha maneira, agradecendo a Deus e pedindo mais forças  para enfrentar os dias seguintes, e sem esquecer o verdadeira significado do natal.
O natal representa o nascimento do menino Jesus, e que as vezes esquecemos.

Desejo à todos os meus amigos e colegas um ótimo natal, e não deixando de agradecer aquelas pessoas que passaram esse tempo junto comigo e aquelas pessoas que lembraram de mim.

FELIZ NATAL!!!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Saudades de casa

Ainda não fui transferida para fazer a cirurgia, os médicos não conseguiram uma vaga pra mim no outro hospital. A espera é agoniante, quanto mais rápido eu fizer, mais rápido fico melhor e mais rápido vou pra casa.
Sei que tenho que ficar aqui, sei que tudo isso é preciso, sei que tenho que ter calma, mas eu sinto uma saudade gigante de casa, das minhas coisas, da minha cama, de acordar com o barulho de Nino chamando meu nome sem parar (Nino é o meu periquito, ele é verde com azul, como um papagaio, mas um pouco menor), sinto falta do café que minha mãe faz, de tomar banho no chuveiro, do meu silêncio, da minha paz, do chá que costumava tomar toda tarde, sinto falta de não fazer nada e do tédio. Mas falta de não fazer nada e de sentir tédio, estando na minha casa, terei a mesma paciência que tive no passado, serei forte.
Tudo vai passar, tudo ficará bem!

domingo, 21 de dezembro de 2014

Uma nova visão

No ano passado quando eu estava internada, uma das
minhas maiores frustrações em esta no hospital era não
poder  ver o céu, o brilho do sol, enfim eu queria pelo
menos ter alguma coisa bonita como essa pra ver.
Esse ano graças a Deus tudo esta diferente, mesmo que eu não possa
andar, nem sair da cama. tenho bem aqui ao meu  lado uma vista
maravilhosa, com arvores, um céu repleto de nuvens, os prédios da cidade, o mar, que  esta distante, mas consigo vê-lo também ,agora vou me sentir um pouco mais conectada
com o mundo lá fora.

sábado, 20 de dezembro de 2014

A vida real

Existem momentos em nossas vidas que algumas situações
fogem do nosso controle. Não há o que fazer, nem para onde
ir, a vida exige muito de alguns de nós, as vezes nos
deparamos com tantas dificuldades que chegamos a pensar
que o sofrimento não terá fim, ou que somos fracos, mas se
você, assim como eu, está vivendo uma dessas situações, só
tenho uma coisa para lhe dizer: você não é fraco, e não está
sozinho.
O que eu quero dizer é que nada, nada irá me deter,
nada irá me derrubar e que apesar de não consegui sorrir
sempre, eu tentarei.
A vida real, vai além das lindas fotos
postadas nas redes sociais, a vida real me fez ver o mundo de
outra maneira, a vida real me fez crescer e ver a cada dia
que o mundo não é um mar de rosas, e que ninguém é igual a
você, a vida real me ensinou a ser forte de uma maneira que
eu não imaginava ser, a vida real me fez ver que eu não
preciso mostrar ao mundo o quanto eu estou triste, e que
sorrir é bem melhor, mesmo quando o que eu queria era
chorar, a vida real me fez ver que não existe impossível, a
vida real está nas dificuldades e nas vitórias.
Viver é ter a
certeza que nenhum dia é igual, e por mais que a noite seja
longa e pareça não ter fim, um novo dia nascerá, as suas
forças se renovarão e você, assim como eu, vai descobrir que
aquilo que ontem te fez fraco, só te fortaleceu mais para
enfrentar o hoje.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Mais uma cirurgia...

De hoje para amanhã estarei sendo transferida para um outro hospital, vou ter que passar por mais uma cirurgia. A última cirurgia foi feita há quinze dias atrás, mas houve um incidente durante a recuperação. Terei que usar fixadores externos na tíbia novamente, da última vez usei durante sete meses, mas acredito que desta vez não precise tanto tempo, pelo menos é o que eu espero.
Tenho sentindo dores muito fortes nesses últimos dias, e acredito que com a cirurgia vá diminuir mais. Estou calma e bastante confiante, é só mais uma cirurgia, é só mais uma etapa que eu sei que vou vencer, com a ajuda de Deus e a oração de todos que puderem orar por mim.

Até daqui a pouquinho!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Tudo é possível!

Todos nós temos uma batalha para enfrentar, a princípio não entendemos o porque de termos que passar por tantas tribulações. 
Quando eu sofri o acidente, eu me questionava  todos os dias, por que eu?! Por que eu tinha que passar por tudo isso?! O que eu fiz de errado? Será que eu estava no lugar errado?! Na hora errada?! 
Com o passar do tempo parei de me questionar sobre tais coisas, aceitei, e me conformei, eu tinha que passar por isso mesmo, não tinha outra alternativa, o acidente já tinha acontecido, as lamentações já não adiantavam e eu tinha que dar o melhor de mim. Eu tive que encontrar forças de onde eu achei que não tinha, mas nós somos mais fortes do que pensamos e somos capazes de enfrentar qualquer coisa, nada é impossível. 
No meu caso por exemplo, para algumas pessoas, até mesmo para alguns médicos, seria impossível eu ter sobrevivido ao acidente, seria impossível não amputarem minha perna. É por essas e outras coisas que eu digo que tudo é uma questão de Fé, e eu tinha muita Fé, eu ainda tenho muita Fé.
Eu acreditei, todos os dias, eu acreditei, acreditei que eu ia ficar bem, que tudo ia ficar bem, mesmo que as noites fossem sóbrias demais, e os dias longos demais, eu acreditei.



quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Como tudo aconteceu

Na noite 31 de agosto/01 de setembro de 2013 , eu estava com meus amigos, me divertindo,eramos quatro, Braian que estava na moto comigo e Yanne que estava na moto com PH, já era tarde, e nos estamos prestes a ir pra casa, quando PH e Yanne resolveram ir a um outro lugar que era totalmente desconhecido, não sabíamos nem como chegar ate lá, ate que PH pediu informação para um taxista que passava pelo local, então PH me pediu para seguir o taxi, quando estamos longe demais, e eu comecei a reconhecer o local onde estávamos, pedi que PH parasse a moto e o questionei sobre o lugar que ele queria ir, descobrimos que na verdade estávamos indo para o lado oposto ao que gostaríamos e que PH tinha seguido o taxi errado, fizemos a volta, e foi quando tudo aconteceu, PH e Yanne estavam distantes de mim e Braian, eu não estava em alta velocidade, eu não estava embriagada, eu não lembro se eu tive atitude ou não, a única coisa que eu lembro é de uma luz muito forte vindo ao meu encontro, do barulho de  uma pancada, vidros quebrando e eu estava no chão, rodeada de pessoas desconhecidas, sem Braian. Eu não fazia ideia do que tinha acontecido, não sabia meu estado. Quando acordei já estava no hospital, embora todos digam que eu conversei durante todo o resgate eu não lembro disso. O motorista estava bêbado, e não nos deu assistência, a moto teve perda total, o carro não teve praticamente nada, e nos fizemos todo o nosso tratamento em um hospital publico. Foram fraturas em tíbia, fíbula, bacia, rápido, ulna, e lesões de partes moles em membro inferior e superior esquerdos. Hoje as feridas formaram cicatrizes, alguns ossos ainda estão quebrados, e eu ainda vou passar por algumas cirurgias.